sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Tudo que é sólido desmancha no ar

O paradoxo da Modernidade está marcado pela unidade de desunidade, onde tudo parece ser impregnado de seu contrário e a imensa fragmentação provoca a perda de nitidez e profundidade. É o mundo acostumado com a profusão de coisas absurdas, que já não chocam mais, de tão corriqueiras, e da eventualidade (“eu não sei, a cada dia, o que vou amar no dia seguinte”). No plano da arte, a ausência de subjetividade vai descambar na diminuição do espectro imaginativo, na busca da arte pela arte, quando o meio passa a ser a mensagem, arte-objeto pura, auto-referida. “Todas as nossas invenções e progressos parecem dotar de vida intelectual às forças materiais, estupidificando a vida humana ao nível da força material” (Marx). O livro de Marshall Berman Tudo que é sólido desmancha no ar - A aventura da modernidade é um clássico indispensável para entender os dias de hoje.
Para baixar, clique aqui.

4 comentários:

Anônimo disse...

incrível este texto, Claudionor!

Condor de cotovelo disse...

Sim, sim. E sabia que as aulas no MAC, que vc me sugeriu, estão navegando nessas ondas? Valeu.
Beijo,
Claudionor

Anônimo disse...

Nossa!!! Eu tava querando ler esse texto a uma tempo. Já baixei e vou devorar aos pouquinhos... Obrigada!!
Juliana

Anônimo disse...

Muito bom, muito bom.
Marcelo