Leminski
de tanto não fazer nada
acabo de ser culpado de tudo
esperanças, cheguei
tarde demais como uma lágrima
de tanto fazer tudo
parecer perfeito
você pode ficar louco
ou para todos os efeitos
suspeito
de ser verbo sem sujeito
pense um pouco
beba bastante
depois me conte direito
que aconteça o contrário
custe o que custar
deseja
quem quer que seja
tem calendário de tristezas
celebrar
tanto evitar o inevitável
in vino veritas
me parece
verdade
o pau na vida
o vinagre
vinho suave
pense e te pareça
senão eu te invento por toda a eternidade
segunda-feira, 7 de julho de 2008
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8 comentários:
Oi Claudionor!!! Bem vindo ao blogmundo! Já adicionei.
Bonito poema. É pra alguém?
BJS
Elis
Grande Leminski! bom começo, Claudionor! está adicionado.
Beijos,
Juliana
É isso! Esse Leminski é foda... Grande abraço!
Marcelo
Desculpa a demora pra responder, Elis. É o corre. Já que gostou, não deixe de visitar, comentar e divulgar tbm pro pessoal da bio, etc. Sim, é pra Lila.
Um bj,
Claudionor
as primeiras estrofes estão ok.
Fazer nada ou tudo, eh sempre foda. Culpado pela sociedade ou louco.
Melancólico o Leminski. Até concordo.
agora daí pra frente ta osso.
Depois que ele manda o interlocutor beber, ficou difícil de entender.
Vou tomar umas doses e ler denovo. Talvez entenda.
Abraço, claudionor.
Marquês de são vicente, não tente entender o Leminski. Seus poemas são pra sentir, curtir, viajar, tudo assim, no infinitivo...
Abraços!
Luciana
In vino veritas, Marques...
Abraço!
Claudionor
conheci Alice Ruiz no Festival q participei, o pessoal da oficina de Pintura q eu estava fazendo, acabou ilustrando os Hai Kais q o pessoal da oficina dada por ela fez. Ficou lindo! te mostro em breve!
um beijo!
Lila
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